A inadimplência no crédito voltou ao centro do debate. Quem pensa em contratar um empréstimo, ou já tem dívidas, deve entender o que está acontecendo e como isso pode afetar o custo do crédito.
Inadimplência é o atraso no pagamento de uma dívida. Os índices medem a parcela da carteira de crédito com atraso superior a 90 dias. Quando ela sobe, os financiadores correm mais risco de não receber. Isso pode tornar a concessão de crédito mais cautelosa e mais cara.
Segundo reportagem da Reuters publicada pela InfoMoney em 21 de outubro de 2026, dados do Banco Central divulgados no fim de setembro mostraram que a inadimplência nos recursos livres (crédito sem destinação obrigatória, como empréstimo pessoal e cartão) subiu para 6,6% em agosto. É o maior nível da série, iniciada em março de 2011. Em julho, o índice estava em 6,4%.
Atenção a uma divergência de números: em reportagem de 30 de agosto de 2026, a Exame citou, também com base em dados do Banco Central, inadimplência de 7,8% no crédito livre de pessoas físicas, e de 10% no consignado privado. A matéria não informa o mês de referência. As diferenças podem decorrer do recorte (total ou apenas pessoas físicas) e da data, mas isso não foi confirmado nas fontes.
Segundo a Serasa Experian, citada pela Exame, havia 9,1 milhões de empresas inadimplentes em junho de 2026, com R$ 232,9 bilhões em dívidas em atraso.
Segundo a InfoMoney/Reuters, o mercado avalia que o Banco Central estuda medidas para conter o endividamento. Entre as possibilidades citadas por analistas estão mudanças nas exigências de capital dos bancos e no IOF. Nada disso foi confirmado oficialmente na reportagem.
Algumas práticas gerais ajudam a evitar o atraso:
listar todas as dívidas, com taxas e prazos;
priorizar as de juros mais altos, como cartão e cheque especial;
negociar antes de atrasar, pedindo o custo efetivo total (CET) da renegociação;
comparar as modalidades de crédito disponíveis.
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